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Segurança iniciou tiroteio que resultou na morte de gerente de joalheria em Fortaleza, aponta laudo

Por Jr Blitz 14/09/2021 às 09:07:24
Gerente Carol Rocha foi morta em tentativa de assalto a joalheria em shopping da capital cearense. Cinco assaltantes estão presos e são réus. Carol Rocha morreu após ser baleada durante um assalto em um shopping de Fortaleza.

Arquivo pessoal

Um laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) aponta que dez tiros foram disparados na joalheria do shopping Iguatemi, em Fortaleza, que terminou com a morte da gerente Carol Rocha, de 36 anos. Segundo o documento, cinco disparos foram feitos por parte do segurança da loja e outros cinco pelo assaltante. Os três primeiros disparos foram feitos pelo segurança da joalheira.

Conforme o laudo, o primeiro tiro saiu do segurança e atingiu uma vidraça do lado direto da entrada da loja. O segundo disparo atingiu uma barra de alumínio, próxima às vidraças. E o terceiro atingiu outra vidraça. O laudo mostra que após esses três tiros o assaltante revidou.

Após o tiro do assaltante, o houve o quarto tiro por parte do segurança da loja, que atingiu a gerente do estabelecimento enquanto era usada como "escudo humano" pelos assaltantes. Em seguida houve uma sequência de três tiros feitos pelo assaltante.

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Em dia 9 de setembro, laudos cadavéricos analisados pela Pefoce, mostravam que o tiro que atingiu e matou a gerente havia partido da arma do segurança da joalheria.

O Sistema Verdes Mares teve acesso com exclusividade ao laudo. Os documentos de comparação balística e de identificação de perfis genéticos apontaram que a vítima foi atingida por único disparo de arma de fogo. O tiro saiu da arma do vigilante da loja que era colega de Carol Rocha há apenas 15 dias.

Carol Rocha foi morta em assalto a uma joalheria em um shopping de Fortaleza na noite de 20 de agosto. Criminosos entraram na loja, renderam funcionárias e houve troca de tiros com o segurança. A gerente foi feita de "escudo humano" por um dos assaltantes e morreu no local.

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Cinco denunciados à Justiça

Os cinco suspeitos presos foram denunciados em 2 de setembro à Justiça pelo Ministério Público do Ceará por latrocínio (roubo seguido de morte) e associação criminosa.

Em 21 de agosto, a Polícia Civil prendeu o primeiro suspeito de atirar e matar Carol Rocha. Outras três pessoas foram presas suspeitas de participação no crime. As buscas foram feitas em Fortaleza e na cidade de Caucaia, na Região Metropolitana. Um quarto se apresentou em uma delegacia e também foi preso. Uma mulher ainda está foragida.

Ainda no mês de agosto, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) chegou a divulgar imagens de dois suspeitos do crime, a partir das câmeras de segurança do shopping.

Como os criminosos agiram

Um dos assaltantes que deram apoio a Douglas (à direita) que entrou na loja e fez a gerente de "escudo humano".

SSPDS

De acordo com a denúncia do Ministério Público, durante a execução do crime, André Luiz dos Santos Nogueira e Marina - mulher ainda foragida cujo nome completo não foi divulgado - permaneceram perto da loja, no pavimento superior do shopping, de onde acompanhavam a movimentação a distância e, por meio de ponto eletrônico, indicaram o momento em que Douglas da Silva Dias e Antônio Jardeson Lima de Moura deveriam entrar e assaltar o comércio. Enquanto isso,

Enquanto isso, Antônio Duarte Araújo Enéas e Lúcio Mauro Rodrigue Ferreira permaneciam do lado de fora do shopping center, em seus respectivos automóveis, para dar fuga ao grupo criminoso após o roubo.

Antônio Jardeson e Douglas, este último trazendo armado com revólver municiado, entraram na loja e anunciaram o assalto. O plano era que Douglas rendesse a todos, enquanto Jardeson pegaria as mercadorias e bens da loja para colocá-las numa sacola amarela.

O segurança que se encontrava nos fundos da loja percebeu a ação, sacou sua arma de fogo e iniciou uma troca de tiros com Douglas.

Em seguida, André Luiz dos Santos e Marina se encontraram com Lúcio, que aguardava do lado de fora do shopping. Juntos, eles buscaram Douglas e Jardeson, para todos fugirem do local do latrocínio.

Agentes do DHPP de Fortaleza estiveram no local após o crime.

Rafaela Duarte/SVM

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Fonte: G1

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