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Brasil

Ouro Preto: local onde ficavam casarões destruídos tem risco desde 1979

Por Jr Blitz 13/01/2022 às 15:58:33
O desabamento dos dois casarões em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, já era previsto pela prefeitura desde 2012, quando os imóveis foram interditados devido a um deslizamento ocorrido na época, mas o histórico de deslizamentos e movimentação da encosta existe desde 1979. O deslizamento ocorrido na manhã desta quinta-feira (13/1) destruiu por completo dois imóveis e um terceiro parcialmente.   O local apresenta um histórico de riscos geológicos desde 1979. Segundo o engenheiro geológico da Defesa Civil, Charles Murta existe registro histórico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que aponta um deslizamento da mesma magnitude nesse mesmo local.   Em 2012, com a chuva forte uma pequena "lasca" deslizou comprometetendo parte do casarão histórico. “Foi quando entrei na Defesa Civil fiz um laudo e interditei essa área toda”, afirma o engenheiro.   De acordo com o prefeito, Angelo Oswaldo (PV), o local que teve deslizamento está na encosta sul do Morro da Forca, justamente acima dos casarões atingidos. O prefeito afirma que a Defesa Civil interditou nessa terça- feira (12/1) a circulação de pedestres e veículos no entorno da área que era de monitoramento contínuo, o que garantiu não ter vítimas no momento do deslizamento.   Segundo Oswaldo,, no último ano de seu terceiro mandato, em 2012, foi pleiteado por meio do PAC das Encostas, um convênio com o governo federal para atender áreas como a do Morro da Forca no sentido de evitar acidentes e proteger o patrimônio.   Após a sua saída, o prefeito afirma que nada foi feito no local nas gestões municipais que o sucedeu e que em abril de 2021, a prefeitura obteve a liberação de R$35 milhões para obras nas encostas do município. Os recursos foram direcionados para a recuperação da MG129 e para a conclusão da pavimentação do trecho da Serrinha, próximo ao distrito de Lavras Novas.  

História dos casarões

  Um dos casarões atingidos, o Solar Baeta Neves, foi erguido no final do século 19 por uma tradicional família de comerciantes da região. O mais antigo registro sobre o imóvel indica que o terreno foi adquirido em 1890, pela família Baeta Neves.   O casarão de dois andares de características neoclássicas foi construído nos dois anos seguintes, às margens do Córrego do Funil, próximo à Estação Ferroviária. Na época, o local era o que mais se desenvolvia na cidade antes da transferência da capital para Belo Horizonte.   Em 2010, o imóvel que já era público, foi totalmente restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foram investidos R$ 373,5 mil, mas devido às fortes chuvas ocorridas em 2012, foi fechado e permaneceu interditado até o acidente de hoje.   Também foi abaixo, um outro imóvel histórico com a fachada de cor amarela. Lá funcionavam vários estabelecimentos comerciais como um armazém e uma barbearia,   também estava interditado desde 2012, na gestão antiga do atual prefeito Angelo Oswaldo.  

Riscos a outros locais

  Em frente à área atingida funciona o Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, conhecido como Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). De acordo com a coordenadora do Centro de Convenções, Júnia Pena, até o momento, o patrimônio do centro está intacto, mas com a queda da encosta houve um tremor de terra percebido pelos funcionários do prédio.   “Defesa Civil ainda vai fazer uma avaliação para nos passar a situação real da segurança do prédio, mas não teve impacto aparente na estrutura.”
O prédio histórico já pertenceu à estação ferroviária de Ouro Preto e em 2001, o imóvel passou a pertencer à Universidade Federal de Ouro Preto. Segundo a coordenadora, nesse ano, o prédio passou por uma reforma e tem intervenções de engenharia mais modernas que garantem a estrutura.
Júnia afirma que desde que começou do período de chuvas, em 23 de dezembro, todos os funcionários estão em trabalho remoto e só dois porteiros estão no local. “Por questão de segurança não sabemos quando retornaremos, porque atrás do Centro de Convenções tem um outro morro margeado pelo córrego do Funil.”

Fonte: Estadão

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