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Bloqueio de bens: réus da Xeque-Mate dizem que só vão se manifestar após notificação

A decisão de bloquear os bens, através de liminar, foi da juíza Giovanna Lisboa Araújo de Souza da 3ª Vara mista de Cabedelo


Foto: Reprodução

A 3ª Vara Mista da Comarca de Cabedelo, na Grande João Pessoa, decretou, nesta terça-feira (7), que R$ 60 milhões em bens de sete réus da Operação Xeque-Mate fiquem indisponíveis. O Bloqueio foi pedido pelo Ministério Público da Paraíba. Entre os bens estão carros de luxo de propriedade dos réus.

A operação xeque-mate investiga suposto esquema de corrupção na administração de Cabedelo organizado para comprar o mandato do então Prefeito Luceninha, eleito em 2013.

A decisão de bloquear os bens através de liminar foi da juíza Giovanna Lisboa Araújo de Souza da 3ª Vara mista de Cabedelo. Passaram a ter os bens indisponíveis os réus Leto Viana, que renunciou recentemente ao cargo de prefeito de Cabedelo, com bloqueio de bens e até R$ 10.400.000, o ex-prefeito Luceninha, até o limite de R$ 7.500.000 o empresário Roberto Santiago até R$ 10.800.000, o ex-secretário de comunicação de Cabedelo Olívia Oliveira dos Santos até R$ 8.600.000, o radialista Fabiano Gomes até R$ 10.800.000, o ex-presidente da Câmara de Cabedelo e delator do esquema Lucas Santino até R$ 7.500.000 e Fabrício Marques aliado de Leto Viana com bens bloqueados em até o valor de R$ 4.400.000.

Para chegar nos valores estipulados, além do bloqueio de dinheiro nas contas bancárias dos réus, a decisão também prevê apreensão de carros de luxo dos investigados, como por exemplo, possuem uma Lamborghini de propriedade do empresário Roberto Santiago.

Todos os sete investigados tiveram carros apreendidos pela justiça nessa ação Ministério Público, que também pediu a condenação dos réus por ato de improbidade administrativa, perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por 8 anos. A ação civil pública baseia-se nas provas obtidas na operação Xeque Mate, deflagrada em abril pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) e pela Superintendência de Polícia Federal na Paraíba.

Os advogados de Defesa do ex-prefeito Leto Viana, do empresário Roberto Santiago e do radialista Fabiano Gomes informaram que ainda não foram notificados oficialmente. O ex-prefeito Luceninha e o ex-secretário de comunicação Olívio Oliveira disseram que só irão se pronunciar depois de notificados. O Portal T5 não conseguiu contato com Lucas Santino e Fabrício Marques.

T5/BlitzParaiba

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