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Cidade dos EUA proíbe venda de protetores solares que danificam corais

No entanto, médicos dermatologistas consideram a medida um risco para a saúde pública e questionaram se os estudos de impacto ambiental destes produtos têm falhas.

A cidade de Key West, no extremo-sul dos Estados Unidos, proibiu nesta quarta-feira (6) a venda de certos protetores solares cujas composições químicas danificam os recifes de coral desta região turística da Flórida. A proibição passa a valer em 2021.

Os filtros solares proibidos são aqueles que contêm oxibenzona e octinoxato. Por 6 votos a 1, os integrantes do conselho da cidade seguiram o exemplo do estado do Havaí, que em julho de 2018 aprovou uma lei semelhante.

Os impulsores da medida na Flórida argumentam que estes dois produtos químicos aumentam a descoloração dos corais e têm um impacto prejudicial significativo no ambiente marinho.

No entanto, médicos dermatologistas consideram a medida um risco para a saúde pública e questionaram se os estudos de impacto ambiental destes produtos têm falhas.

Corais na Flórida

A prefeita de Key West, Teri Johnston, disse que é uma “obrigação” da comissão proteger o ecossistema de recifes de coral do sudeste da Flórida, que gera mais de 70 mil empregos que equivalem a US$ 6,4 bilhões em vendas e ingressos anuais.

Na segunda-feira, o Santuário Marinho Nacional de Florida Keys afirmou que este habitat sofre com uma “ampla” doença bacteriana que afeta especialmente o coral “pedregoso” e que trabalha para identificar a causa da doença e sua possível relação com os fatores ambientais.

A organização recomendou ações para conter ou evitar o contágio no delicado ecossistema coralino, como que os mergulhadores e praticantes de snorkel “evitem tocar no coral” e “desinfetem o equipamento entre as imersões”.

G1/BlitzParaiba

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